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24.1.10

ONG defende direitos de prostitutas e trabalha conscientização social

A Organização Não Governamental DASSC, sigla que significa Dignidade, Ação, Saúde, Sexualidade e Cidadania nasceu em 2003 de um projeto da Secretaria de Saúde de Corumbá, que visava pesquisar os casos de HIV na cidade. Quando o projeto terminou, o grupo que desenvolveu o projeto viu a necessidade de continuidade. A iniciativa visava despertar o alerta entre as prostitutas da cidade e de toda a população a respeito da doença.

Atualmente a ONG atende a toda a comunidade promovendo diversas oficinas, como a de escultura em argila, de moda, de fabricação de chocolate, de velas e a mais nova, a de serigrafia, aliada à grife Maria Pantanal. “Além das oficinas, a DASSC se preocupa em atender as prostitutas da cidade, as encaminhando para o posto João de Brito, fornecendo camisinhas, alertando aos riscos das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e oferecendo oportunidades de aprenderem uma profissão, até porque o mercado do sexo tem limite de idade, depois disso, o que farão? A DASSC proporciona a elas uma alternativa de ganho, elas escolheram a profissão de prostituta, mas podem muito bem aprender a costurar e fazer esculturas”, explicou Ivanete Pinho, coordenadora-presidente da ONG.



Franklin Melo coordena oficinas de moda da DASSC




A proposta é conscientizar a população sobre DST e promover a inclusão social de prostitutas, oferecendo-lhes dignidade de vida. “A sociedade persiste na história de que a prostituta não têm direitos, elas possuem sim. Todos nós temos direito a escolher uma profissão, elas escolheram essa, todos devem respeitar. A DASSC busca esse respeito mútuo, pois as prostitutas se cuidam e preservam a sociedade, logo, a sociedade também deve respeitá-las. Estamos pleiteando junto à Delegacia da Mulher uma carteira que identifique a prostituta que pertence e é assistida pela ONG, elas serão chamadas de ‘Dasskianas’. Isso garante que sejam atendidas e mostra que por trás delas há um amparo, pois muitas vezes elas são agredidas pelos seus clientes e não conseguem assegurar o direito legal que têm ao dizer a que profissão pertencem”, completou Ivanete.

A DASSC é a única ONG do Centro-Oeste que trabalha com esse tipo de ação social, já participou de exposições das oficinas em diversas cidades. Atualmente recebeu três grandes convites, o da ENONG, que será no Rio de Janeiro, dia 12. Neste encontro estarão presentes todas as ONGs do Brasil que trabalham com a questão de preservação sexual. Nos dias 09 e 10 participará do encontro Nacional de Fronteiras, em Ponta Porã, onde serão discutidos os direitos humanos, como tráfico de pessoas, exploração sexual infantil e combate à violência sexual.

“Este ano tivemos uma grande resposta de nosso trabalho, a grife Maria Pantanal foi convidada a participar de um desfile em Manaus, em dezembro, em homenagem ao Encontro Nacional de Prostitutas e Michês do Brasil. A hospedagem e a manutenção de toda a estrutura foi oferecida pela organização, estamos precisando é de algum patrocinador para duas passagens. A grife não irá representar somente o trabalho que faz, mas também a cidade e todo o Centro-Oeste, somos a única ONG da região que oferece oportunidade de capacitação e amparo à essa classe trabalhadora”, enfatizou Franklin Melo.

“A DASSC está aberta a toda população que se interessar em ajudar, oferecer um novo curso, auxiliar materialmente, somos abertos a toda comunidade. Já fizemos palestras em diversas escolas. Abordamos assuntos de prevenção sexual. A ONG disponibiliza um e-mail para aqueles que quiserem auxiliar ou contratar nossos serviço, é o mariapantanal@hotmail.com e atendemos pelo telefone 3231-9418 e 9924-6450”, concluiu Ivanete.

Fonte: .diarionline