Malária ameaça pelo menos 3,3 bilhões de pessoas no mundo, diz ONU

Agência Brasil
26/04/2010


Brasília – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, advertiu que a malária é responsável pela morte de quase 500 mil pessoas por ano no mundo. Segundo ele, pelo menos 3,3 bilhões – a metade da população mundial – vive em situação de risco por causa da doença.

De acordo com a ONU, a cada ano cerca de 250 milhões novos de casos de malária são registrados em todo o mundo. Em geral, os mais vulneráveis à doença vivem em países pobres ou em desenvolvimento.

“O desafio agora é garantir que todos os que são expostos à malária recebam o diagnóstico de qualidade garantida e tratamento. Os avanços dos últimos anos mostram que a malária pode ser vencida”, afirmou Ban Ki-moon.

Segundo ele, desde 2003, os compromissos internacionais de controle da malária cresceram mais de cinco vezes, “elevando os investimentos no combate e controle da doença em um total de US $ 1,7 bilhão apenas em 2009”.

O secretário-geral acrescentou, no entanto, que os resultados obtidos até o momento ainda estão “muito aquém do que é exigido”.

“A malária é um adversário tenaz. Para manter os ganhos atuais temos de estar vigilantes. É necessário ficar em alerta porque há a resistência aos medicamentos antimalária, o que é uma ameaça considerável”, disse ontem (25) o secretário-geral das Nações Unidas, no Dia Mundial de Combate à Malária.

A Organização Mundial da Saúde, ligada às Nações Unidas, informou que foi constatado que há uma forma de parasita resistente da malária que é frequente na região fronteiriça entre o Camboja e a Tailândia. De acordo com a OMS, esse transmissor pode prejudicar as atividades de controle da doença. A recomendação é utilizar uma combinação à base de artemisinina terapias (ACT).

“A campanha global contra a malária tem mostrado que é possível combater a doença quando a comunidade internacional se une em várias frentes para enfrentar o mais pesado pedágio nas populações pobres e carentes”, disse Ban Ki-moon.

“O compromisso forte provocou inovação: iniciativas criativas têm facilitado a entrega de um número maciço de mosquiteiros, parcerias inovadoras estão desenvolvendo novos medicamentos contra a malária e tornando mais acessíveis os medicamentos existentes”, completou.

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