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24.7.10

Aids mata mais entre 20 e 29 anos no AM

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO TARDIOS SÃO OS PRINCIPAIS MOTIVOS DAS MORTES DE JOVENS PELA DOENÇA NO ESTADO

Do d24am
24/07/2010

Jovens entre 20 e 29 anos são as principais vítimas fatais da aids noAmazonas, segundo dados da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas(FMT/AM). O diagnóstico tardio e a consequente falta de tratamento são as principais causas das mortes, segundo o presidente da fundação, Sinésio Talhari.

Doenças infecciosas como tuberculose, pneumonia e uma micose chamada histoplasmose estão entre as principais causas da morte de jovens infectados com o vírus HIV, que compromete a eficiência do sistema imunológico dos soropositivos.

A adoção de medidas simples, como a busca precoce do diagnóstico e o acompanhamento adequado após a descoberta
da doença, seria suficiente, segundo Talhari, para reduzir os índices de mortalidade pela doença. “No geral, ninguém morreria de aids, hoje, se as pessoas fizessem o teste de HIV e tomassem regularmente
a medicação”, disse.

Segundo Talhari, não há como determinar a expectativa de vida de uma pessoa com HIV, mas é inegável a existência de uma redução na expectativa
do tempo de vida do paciente, em virtude da baixa imunidade, que propicia o aparecimento de outras doenças como hipertensão, problemas cardíacos e cânceres. “A redução da expectativa de vida do paciente pode ocorrer em função de outras doenças, mas, em princípio, não tem como dizer que o paciente só vai sobreviver dez ou cinco anos”, frisou Talhari. Por mês, a FMT registra dez mortes em média por complicações da aids.De acordo com o coordenador do programa estadual DST/aids, Noaldo Lucena, aproximadamente 5,3 mil pessoas realizam tratamento de aids no Amazonas, atualmente. Dados do Ministério da Saúde (MS) estimam que pelo menos 6.225 pessoas tenham sido diagnosticadas coma doença no Estado, nos últimos 20 anos.

Jovens até 30anos e pessoas com idade superior a 50 anos concentram os maiores índices de infecção. Nos últimos três anos, segundo o MS,foram notificados 2 mil novos casos no Estado, sendo 85% de pessoas que vivem em Manaus.

Para a presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de Manaus, Bruna La Close, a falta de conhecimento e o medo do resultado do teste de HIV são as principais causas para a incidência de morte entre os jovens no Estado. “O medo da resposta e a idéia de que a doença é um bicho de sete cabeças acaba prejudicando a busca do diagnóstico”, disse. Para La Close, é necessário intensificar as políticas de prevenção, especialmente nas escolas. “É muito difícil ter um adolescente que nunca tenha tido uma relação de risco, ou seja, sem preservativo, até mesmo pela vontade de experimentar”, afirmou. O exame de HIV pode ser feito no Centro de Testagem Anônimo, na FMT/AM.

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