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    Norma Técnica - Incentivo HIV/Aids e outras DST - n.º 01/2002

    Portaria Nº 2314, de 20 de dezembro de 2002

    Norma Técnica - Incentivo HIV/Aids e outras DST - n.º 01/2002

    A necessidade de formulação e implementação de alternativas de sustentabilidade da Política Nacional de DST e Aids relaciona-se não só às características que a epidemia vem assumindo nos últimos anos no território nacional, mas também aos avanços e ao processo de desenvolvimento da política nacional de saúde, através da qual vem sendo delegadas responsabilidades crescentes a estados e municípios, no que diz respeito à saúde dos cidadãos, bem como à assistência médico-sanitária e à organização dos respectivos sistemas estaduais, regionais e municipais de saúde.

    As caraterísticas territoriais e federativas do Brasil, a ação descentralizada e integrada das três esferas governamentais, além de se constituírem em diretrizes estratégicas do SUS, são imprescindíveis para garantir a equidade e o acesso de toda a população aos diferentes serviços assistenciais e ações preventivas, inclusive em HIV/Aids e outras DST, através da constituição de pólos loco-regionais de excelência e de difusão de ações nos seus diferentes níveis de complexidade, bem como de atuação conjunta com as iniciativas da sociedade civil organizada.

    Com relação especificamente à AIDS, o comportamento atual da epidemia, caracterizado pela sua expansão para os municípios do interior dos estados da região sul e sudeste, pelo seu alastramento para outros estados e municípios da nação e pelos grupos populacionais que preferencialmente atinge, requer reordenação nas estratégias para seu enfrentamento, reforçando a necessidade de descentralização e desconcentração de responsabilidades e ações, de modo coordenado pelos três níveis governamentais.

    Ainda quanto ao combate à epidemia, dada a complexidade de ações a serem permanentemente desenvolvidas e ofertadas, abrangendo um largo espectro de atividades nas áreas de promoção da saúde, prevenção da doença e dos danos, assistência e tratamento das pessoas vivendo com HIV/Aids e portadores de DST e desenvolvimento institucional, o financiamento de ações, através de recursos específicos, mostra-se ainda imprescindível para propiciar o envolvimento dos diferentes níveis governamentais na efetivação de ações estratégicas, de modo a capacitar esses gestores públicos do SUS, garantir novos avanços e dar continuidade ao padrão de qualidade e de resultados que vem sendo alcançado pelo Ministério da Saúde, através da Coordenação Nacional de DST e Aids.

    Ou seja, os objetivos de formulação de propostas específicas de sustentabilidade financeira e de estímulo ao desenvolvimento de ações de controle de HIV/Aids estão basicamente relacionados à própria sustentabilidade da Política Nacional de DST e Aids, à necessidade de expansão e à continuidade da capacitação de estados e municípios no enfrentamento da epidemia, com ações adequadas, eficazes e eficientes, de modo que se possa alcançar com sucesso o seu controle.

    A proposta formulada de financiamento aos gestores estaduais e municipais do SUS, busca garantir a concretização de propostas e ações estratégicas em HIV, AIDS e outras DST, levando em consideração os mecanismos financeiros desenvolvidos pelas diferentes políticas setoriais de saúde do governo federal, optando-se pelo modelo de “Incentivo”.

    Considera-se que esse formato permite a pactuação de Planos de Ações e Metas entre os gestores do SUS, respeitando os diferentes graus de autonomia e capacitação desses níveis governamentais, bem como a flexibilidade necessária face à nossa extensão e heterogeneidade territorial e às diferentes características e complexidades que a epidemia da AIDS vem adquirindo nas várias regiões do País.

    A estratégia de implantação dessa política, através do Plano de Ações e Metas, objetiva o desenvolvimento e capacitação de centros regionais qualificados tanto na prestação de serviços quanto nas ações de promoção, prevenção e articulação com a Sociedade Civil como parceira imprescindível para a garantia da continuidade do Programa Nacional de DST e Aids, bem como da resposta positiva que o mesmo vem alcançando ao longo de muitos anos.

    Este Plano, como instrumento de planejamento, monitoramento e avaliação das ações a serem implementadas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, previamente selecionadas para receberem recursos do Incentivo deverá ser considerado como um instrumento estratégico para o alcance dos objetivos do Programa Nacional de DST e Aids, especialmente para a ampliação e qualificação das ações voltadas ao HIV/Aids e outras DST.

    Nesse sentido, o material apresentado a seguir, na forma de Manual prático, pretende não só informar e orientar a elaboração do Plano de Ações e Metas (PAM), principal instrumento a ser apresentado pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde para qualificação destes gestores na obtenção de recursos financeiros do Incentivo, mas efetivamente disponibilizar instrumentos e técnicas que possibilitem, aos gestores públicos, apresentarem os seus planos integrados às diretrizes nacionais e regionais de combate à Epidemia de AIDS, de forma que o Programa Nacional de DST e Aids continue a alcançar respostas positivas e coerentes com as características desta epidemia nos diferentes espaços territoriais da nação.

    Por outro lado, o Manual está focalizado no conteúdo do PAM que está organizado em quatro grandes tópicos:

    · Caracterização Global da Unidade Territorial;

    · Diagnóstico Epidemiológico e das Ações em HIV/Aids e outras DST;

    · Avaliação da Capacidade Institucional e Gerencial;

    · Elaboração do Plano de Ações e Metas.

    Na Caracterização Global da Unidade Territorial devem ser incluídos dados acerca do Gestor Público do SUS, Secretarias Estaduais de Saúde (SES) e Secretarias Municipais de Saúde (SMS), informações selecionadas sobre demografia, aspectos sócioeconômicos, capacidade instalada de serviços e áreas e populações especiais, além de dados epidemiológicos resumidos sobre HIV/Aids e outras DST.

    O bloco referente a Diagnóstico Epidemiológico e das Ações em HIV/Aids e outras DST, constitui-se num conjunto de instrumentos e orientações que buscam auxiliar na sistematização da análise de resposta da SES e SMS no enfrentamento da Epidemia da AIDS nos respectivos territórios. Deste modo, inicia-se com a análise dos dados epidemiológicos e prossegue com a avaliação do acesso da população e das pessoas vivendo com HIV/Aids e portadores de DST às ações e serviços, do conjunto de ações em HIV/Aids e outras DST ofertadas nos respectivos âmbitos governamentais e das ações específicas de promoção e prevenção, diagnóstico, assistência e tratamento, desenvolvimento institucional e parcerias com Organizações da Sociedade Civil (OSC).

    A parte sobre Avaliação da Capacidade Institucional e Gerencial do Programa de DST e Aids no âmbito do estado e município tem como objetivo avaliar a capacidade institucional nas áreas de capacitação de recursos humanos, implantação e uso dos Sistemas de Informação, gestão financeira e administrativa, organização das área de logística de insumos e capacidade nas áreas de planejamento, monitoramento e avaliação.

    O tópico sobre Elaboração do Plano de Ações e Metas fornece instrumentos, métodos e orientações para, a partir da análise de resposta dos tópicos anteriores, definir as prioridades a serem enfrentadas, os resultados a serem alcançados, as metas e as ações a serem efetivamente realizadas e financiadas durante esse ano.

    No que se refere ao tratamento das pessoas vivendo com HIV/Aids e dos portadores de DST, a portaria que institui a Política de Incentivo traz como uma de suas exigências a necessidade da pactuação entre estados e municípios sobre aquisição e distribuição de medicamentos para o tratamento das Infecções Oportunistas relacionadas à Aids, bem como das DST. O Documento de referência para subsidiar esta pactuação encontra-se no Anexo 04 deste Manual.

    Com o objetivo de facilitar a elaboração desse PAM, por meio da confecção de planilhas, preenchimento de instrumento e criação de textos estarão disponíveis na Internet (http://www.aids.gov.br/incentivo) os documentos de referência, o presente Manual e os dados epidemiológicos do respectivo território, além da documentação que deverá constituir o PAM a ser encaminhado para apreciação pelos respectivos níveis governamentais (PAM QUALIFICACAO ESTADO.DOC e PAM QUALIFICACAO MUNICIPIO.DOC.)

    A documentação que irá constituir o Plano de Ações e Metas (PAM) a ser encaminhado para apreciação pelos respectivos níveis governamentais, não inclui todo o universo de instrumentos e planilhas apresentadas no presente Manual, uma vez que muitos instrumentos indicados no Manual são auxiliares ao planejamento e elaboração do PAM, servindo como uma memória de elaboração e de cálculo.


    2. ESTRUTURA DO MANUAL DO PLANO DE AÇÕES E METAS EM HIV/AIDS E OUTRAS DST

    O presente Manual parte do modelo de Plano de Ações e Metas, sendo resultante não só das orientações da Política de Incentivo, mas também do conjunto de instrumentos e processos de planejamento, acompanhamento e avaliação utilizados nos projetos do Programa Nacional de DST e Aids nos últimos anos, bem como da análise do desenvolvimento da capacidade gestora de estados e municípios na implementação de planos operativos anuais, especialmente da experiência e vivências dos Órgãos Gestores de Projetos (OGP) que participaram daquelas ações.

    Para elaborar o Manual levou-se em consideração ainda os instrumentos já utilizados nos Planos Estratégicos dos estados e na apresentação de projetos por OSC e a necessidade de aprimorar o desenvolvimento da capacidade gerencial em HIV/Aids e outras DST dos gestores estaduais e municipais.

    Neste aspecto, o Manual apresenta novos instrumentos e métodos de planejamento a serem implementados por todos os gestores.

    Esquematicamente o Manual pode ser considerado como a articulação de vários momentos de levantamento e análise dos dados, elaboração de sínteses e conclusões, que irão subsidiar a elaboração do PAM. Deste modo, o presente Manual pretende conduzir as SES e SMS na elaboração dos respectivos PAM através de várias fases e etapas resumidamente apresentadas a seguir. Observa-se, entretanto, que as fases e etapas do Manual referem-se aos processos necessários para elaborar o PAM e, portanto, seguem a seqüência lógica do planejamento, isto é: levantamento de dados e informações; análise dos mesmos e elaboração de ações e metas, conforme indicado no quadro a seguir.

    FASE 01 - Levantamento de dados sobre:

    ¨ Epidemiologia da AIDS e outras DST

    ¨ Caracterização Global do Território, em termos de:

    · Demografia

    · Condições sócioeconômicas

    · Características especiais do território quanto a áreas de risco e grupos populacionais vulneráveis e de risco acrescido.

    ¨ Capacidade instalada de serviços de saúde

    ¨ Acesso da população e pessoas vivendo com HIV/Aids e portadores de DST aos serviços

    ¨ Ações em HIV/Aids e outras DST desenvolvidas no território

    ¨ Capacidade de gestão da SES ou SMS

    ¨ Parcerias com OSC

    FASE 02 – Análise dos dados e elaboração de sínteses e conclusões sobre:

    ¨ Epidemiologia da AIDS e outras DST

    ¨ Caracterização global do território

    ¨ Capacidade de gestão da SES ou SMS

    ¨ Capacidade de resposta da SES ou SMS

    FASE 03 – Elaboração de propostas de ações e metas

    ¨ Levantamento de prioridades

    ¨ Definição dos resultados esperados

    ¨ Estabelecimento de metas

    ¨ Definição das ações e dos respectivos recursos financeiros a serem aplicados

    Em cada uma das Fases assinaladas, o Manual irá expor o objetivo, as fontes de informações, as etapas para cumprir e respectiva fase, sugerir como executar cada etapa e quais as partes do PAM que devem ser preenchidas, de modo que ao final o PAM esteja elaborado.

    Posteriormente, serão apresentados, através de anexos, os instrumentos a serem utilizados pelas SES e SMS, correspondentes a cada Fase de elaboração dos mesmos, contendo explicações mais detalhadas do uso de cada planilha.

    3. FASES PARA ELABORAÇÃO DO PAM

    É importante lembrar que a Portaria que institui a Política de Incentivo, no seu item 1.4.5, determina, como compromisso do Gestor Público, o estabelecimento, a manutenção e o fortalecimento dos mecanismos de participação da sociedade civil que atua na área de DST e Aids, durante as etapas do processo de implantação do Incentivo, especialmente de planejamento, monitoramento e avaliação do Plano de Ações e Metas. A participação da sociedade civil que atua na área de DST e Aids deverá ocorrer em articulação com os respectivos Conselhos de Saúde.

    A elaboração do PAM, como instrumento estratégico para implementação da Política de Incentivo nos estados e municípios, além de ocorrer de forma participativa, deve levar em consideração a situação do Gestor Público em termos da sua capacidade gerencial e institucional em desenvolver e implementar ações em HIV/Aids e outras DST, definindo após um processo de Auto Avaliação, a ênfase e a necessidade em priorizar as ações relativas ao aprimoramento da capacidade institucional no primeiro ano de implementação da Política de Incentivo.

    Neste aspecto, as SES e SMS poderão elaborar o PAM em duas perspectivas de priorização:

    1) Os Gestores Públicos do SUS que após auto avaliação identificarem não possuir capacidade gerencial e institucional para implementarem plenamente ações de impacto nas ações de promoção e prevenção; diagnóstico, assistência e tratamento; e parcerias com OSC deverão optar por apresentar seu PAM priorizando ações de capacitação e desenvolvimento institucional, conforme instrumentos apresentados nos Anexos 01 e 02.

    Esta priorização deverá ocorrer exclusivamente no primeiro ano de implantação do Incentivo.

    2) Os Gestores Públicos do SUS que após auto avaliação gerencial se apresentarem institucionalmente capacitados deverão apresentar o PAM contendo ações nas áreas de desenvolvimento institucional, promoção e prevenção; diagnóstico, assistência e tratamento; e parcerias com OSC, priorizando as ações de promoção e prevenção; e diagnóstico, assistência e tratamento.

    Em ambos os casos, as instâncias superiores às SES e SMS deverão avaliar se a priorização / ênfase do Gestor Público está adequada, como previsto na Política do Incentivo, de modo a evitar que gestores com baixa capacidade gerencial proponham Ações e Metas que não possuam capacidade para implementar, alocando inadequadamente os recursos disponíveis.

    PORTARIA DO INCENTIVO

    1.4. Além dos critérios de inclusão, os estados e municípios que pretenderem pleitear o incentivo deverão apresentar:

    1.4.1. técnico(s), ou grupo técnico, responsável(is) especificamente pelo planejamento e gerenciamento das ações estratégicas em HIV/Aids e outras DST, a ser(em) designado(s) por ato normativo do gestor de saúde local;

    1.4.2. compromisso explícito em realizar as atividades e em prover acesso e serviços de qualidade para as pessoas vivendo com HIV/Aids e portadores de DST;

    1.4.3. pactuação expressa, com intermediação do Gestor Estadual, entre o município que recebe o Incentivo e os municípios que referenciam demanda, em consonância com o Plano Diretor de Regionalização do estado e a NOAS/02;

    1.4.4. compromisso em aplicar recursos próprios para as ações em HIV/Aids e outras DST, conforme os parâmetros estabelecidos no item 4.2 da Portaria.

    1.4.5. compromisso em estabelecer, manter e fortalecer os mecanismos de participação da sociedade civil que atua na área de DST e Aids, durante as etapas do processo de implantação do Incentivo, especialmente de planejamento, monitoramento e avaliação do Plano de Ações e Metas. A participação da sociedade civil que atua na área de DST e Aids deverá ocorrer em articulação com os respectivos Conselhos de Saúde.

    FASE 01 - Levantamento de dados

    Objetivo

    Levantar dados e informações que permitam conhecer o comportamento da epidemia da AIDS e de outras DST no território, bem como dados do Gestor Público do Sistema Único de Saúde, neste território, e a organização dos serviços e das ações de saúde, especialmente daqueles voltados ao HIV/Aids e outras DST.

    Fontes de informações

    As fontes de levantamento de dados são variadas, constituindo-se de bases de dados do Sistema Único de Saúde, do IBGE e de diferentes Órgãos e Setores dos Governos Estaduais e Municipais. O conjunto de fontes de dados e informações para cada item do PAM podem ser organizadas conforme indicado adiante.

    DADOS

    FONTES

    1. Caracterização global do território, em termos de:

    · Demografia

    IBGE – www.ibge.gov.br

    DATASUS – www.datasus.gov.br

    · Condições Sócioeconômicas

    IBGE – www.ibge.gov.br

    · Características especiais do território quanto a áreas de risco e grupos populacionais vulneráveis

    IBGE – www.ibge.gov.br

    Secretaria de Planejamento

    Secretaria de Saúde – Área de Planejamento

    2. Epidemiologia da AIDS e outras DST

    Caderno AIDS (dados epidemiológicos) – www.aids.gov.br/incentivo

    Secretaria de Saúde – Área Epidemiologia

    3. Capacidade instalada de serviços de promoção e atenção à saúde

    Secretaria de Saúde – Área de Planejamento

    4. Acesso da população e pessoas vivendo com HIV/Aids e portadores de DST aos serviços de promoção e atenção à Saúde

    Secretaria de Saúde:

    - Área de Planejamento

    - Setor responsável pelas Ações de HIV/Aids e outras DST

    5. Ações em HIV/Aids e outras DST desenvolvidas no território

    Secretaria de Saúde:

    - Área de Planejamento

    - Setor responsável pelas Ações de HIV/Aids e outras DST

    6. Capacidade de gestão da SES ou SMS

    Secretaria de Saúde:

    Área de Planejamento

    Setor responsável pelas Ações de HIV/Aids e outras DST

    7. Parcerias com OSC

    Coordenação Nacional DST-AIDS – http://www.aids.gov.br/incentivo

    Secretaria de Saúde – Área de Convênios

    Outras Secretarias e Fórum de ONG/Aids.


    Etapas

    ETAPAS

    ATIVIDADES

    INSTRUMENTOS CORRESPONDENTES A SEREM PREENCHIDOS NO PAM

    GESTORES COM CAPACIDADE GERENCIAL

    GESTORES COM BAIXA CAPACIDADE GERENCIAL

    ESTADO

    MUNICÍPIO

    1. Caracterização global do território, em termos de:

    · Levantamento de dados

    · Preenchimento dos instrumentos correspondentes

    ITEM 1.1

    ITEM 1.2

    ITEM 1.1

    ITEM 1.2

    ITEM 1.1

    ITEM 1.2

    · Demografia

    · Condições sócioeconômicas

    · Características especiais do território quanto a áreas de risco e grupos populacionais vulneráveis

    2. Epidemiologia da AIDS e outras DST

    · Levantamento de dados via Internet

    § Incluir dados epidemiológicos disponíveis de outras DST, inclusive por síndrome, caso houver.

    · Incluir estudos de prevalência de HIV e DST, quando houver

    ITEM 1.3

    ITEM 1.3

    ITEM 1.3

    3. Capacidade instalada de serviços de saúde

    · Levantamento de dados

    · Preenchimento dos instrumentos correspondentes

    ITEM 1.4

    ITEM 1.4

    4. Acesso da população e pessoas vivendo com HIV/Aids e portadores de DST aos serviços

    · Levantamento de dados

    · Preenchimento dos instrumentos correspondentes

    ITEM 2.2

    ITEM 2.3

    ITEM 2.2

    5. Ações em HIV/Aids e outras DST desenvolvidas no território

    · Levantamento de dados

    · Preenchimento dos instrumentos correspondentes

    ITEM 2.4

    ITEM 2.5

    ITEM 2.6.1

    ITEM 2.6.2

    ITEM 2.3

    ITEM 2.4

    ITAM 2.5.1

    ITEM 2.5.2

    6. Capacidade de gestão da SES ou SMS

    · Levantamento de dados

    · Preenchimento dos instrumentos correspondentes

    ITEM 2.6.3

    ITEM 2.5.3

    ITEM 2.6.3 OU 2.5.3

    7. Parcerias com OSC

    · Levantamento de dados

    · Preenchimento dos instrumentos correspondentes

    ITEM 2.6.4

    ITEM 2.5.4


    FASE 02 – Análise dos dados e elaboração de sínteses e conclusões

    Objetivo

    Nesta Fase deverão ser analisados os dados e as informações coletados, buscando organizar sínteses e conclusões que irão alimentar a próxima Fase.

    Neste sentido, deve-se avaliar detalhadamente os conjuntos de informações e elaborar conclusões a respeito de:

    · Evolução do comportamento da epidemia de AIDS no território

    · Ações de ampliação do acesso e melhoria dos serviços de HIV/AIDS e outras DST já desenvolvidas pelo Gestor do SUS para assistência, promoção e prevenção e quais as novas necessidades

    · Capacidade gerencial da SES ou SMS para o desenvolvimento das ações em HIV/Aids e outras DST e como essa capacidade tem sido aperfeiçoada

    · Ações de parcerias com OSC que têm sido realizadas no território, como elas são gerenciadas pela SES ou SMS e quais resultados têm alcançado

    Para auxiliar na elaboração dessas conclusões, nos instrumentos do PAM, Anexos 01-Estado e Anexo 02-Município, foram inseridas orientações detalhadas nos respectivos itens.

    Fontes de informações

    As fontes de informações para esta fase são os dados, os instrumentos e planilhas coletadas e preenchidas na FASE 01.

    Etapas

    Considerando que esta Fase é preparatória para a elaboração das Ações e Metas a serem implementadas, deve-se observar as orientações expostas na Política do Incentivo, quanto aos responsáveis pela elaboração do PAM (itens da portaria: 1.4.5 – 5.1.2.1 e 5.2.2.1)

    Neste aspecto devem ser recordados os critérios estabelecidos para que estados e municípios solicitem recursos do Incentivo, além dos critérios epidemiológicos e de participação nos Projetos Aids I e II, conforme indicado abaixo, para que se possa desenhar as etapas desta Fase.

    ETAPAS

    ATIVIDADES SUGERIDAS

    1. Levantamento das entidades, organizações e órgãos públicos envolvidos com a epidemia do HIV/AIDS e sua resolução

    Elaborar, a partir das informações levantadas na Fase 01, um cadastro contendo os contatos com serviços de assistência, OSC, grupos organizados de populações vulneráveis, órgãos e setores governamentais

    2. Organização do grupo responsável pela análise dos dados e elaboração das Ações e Metas de acordo com o que diz o item 1.4.5. da Portaria que institui o Incentivo. (descrito no primeiro parágrafo do item 4. Desta norma)

    Entrar em contato e solicitar representantes, no mínimo dos seguintes setores:

    · OSC que atuam em Aids e outras DST

    · Grupos vulneráveis organizados como: homossexuais, profissionais do sexo, caminhoneiros, etc.

    · Serviços de assistência à pessoas vivendo com HIV/Aids e portadores de DST

    · Setores governamentais de áreas que possuem interface com a problemática da AIDS e DST

    Se possível, oficializar o grupo junto ao Conselho de Saúde e à sociedade

    3. Elaboração de cronograma de atividades do grupo

    Realizar uma primeira reunião explicando os objetivos do grupo quanto ao Incentivo e elaborar cronograma

    4. Apresentação e análise dos dados e levantamento de propostas

    Seguindo o cronograma, organizar encontros para exposição e discussão dos dados e das propostas

    5. Preenchimento do PAM

    Preencher os instrumentos correspondentes de análise e síntese nos diversos itens do PAM

    FASE 03 - Elaboração de propostas de Ações e Metas

    Objetivo

    Nesta Fase, a partir das sínteses, conclusões, discussões e levantamento de propostas serão elaboradas as metas e as ações a serem implementadas, com a definição dos respectivos recursos a serem aplicados.

    Nesta Fase será desenhado propriamente o Plano de Ações e Metas do Gestor do SUS. Deste modo o grupo organizado na Fase 02 deve ser mantido de modo que as Metas e Ações definidas sejam assumidas por todos os atores envolvidos com a problemática da Aids e das DST no território.

    Fontes de informações

    As informações desta Fase são as sínteses e conclusões, bem como as discussões e as memórias das reuniões do grupo de planejamento.

    Entretanto, de acordo com as Metas e Ações desenhadas podem ser necessárias novas informações para verificar se o que está sendo proposto é realmente factível. Ou seja, as propostas que estão sendo levantadas e discutidas são viáveis de serem implementadas? Muitas vezes para responder a esta questão são necessários mais dados.

    Para a construção da proposta de parceria com as OSC, torna-se imprescindível considerar, como base conceitual, as orientações para estabelecimento de parcerias com Organizações da Sociedade Civil no âmbito do Incentivo HIV/Aids e outras DST que se encontra como Anexo 03 desta norma, lembrando que os formulários que nele estão contidos se aplicam a uma fase posterior, após a aprovação do pleito, quando da efetivação das parcerias.

    Etapas

    Basicamente as etapas desta Fase são as já descritas e as indicadas a seguir. Tendo em vista certa complexidade no desenvolvimento dessas etapas, a descrição das mesmas encontra-se nos instrumentos dos PAM, nos Anexos 01- Estado e Anexo 02 - Município.

    ETAPAS

    1. Levantamento de prioridades

    2. Definição dos resultados esperados

    3. Estabelecimento de metas

    4. Definição das ações e dos respectivos recursos financeiros a serem aplicados

    4. INSTRUMENTOS PARA ELABORAÇÃO DO PAM

    Os Instrumentos para elaboração do PAM estão organizados em Anexos a este Manual, tendo cada um sua respectiva utilidade, conforme descrito a seguir. Recorda-se, mais uma vez, que o conjunto de instrumentos apresentados não serão todos incluídos quando da organização do Processo de Qualificação, uma vez que alguns são instrumentos auxiliares ao planejamento.

    ANEXOS

    DESCRIÇÃO

    01 – Instrumentos do Plano de Ações e Metas do Estado

    Conjunto de instrumentos a serem utilizados pelas SES para elaboração do PAM, contendo orientações específicas

    02 – Instrumentos do Plano de Ações e Metas do Município

    Conjunto de Instrumentos a serem utilizados pelas SMS para elaboração do PAM, contendo orientações específicas

    03 – Orientações e formulário para estabelecimento de parcerias com organizações da sociedade civil – OSC, no âmbito da política de incentivo HIV/aids e outras DST

    Instrumento contendo cadastro e plano de trabalho de OSC selecionadas pelas SES para desenvolverem parcerias, com orientações específicas

    04 – Recomendações para pactuação na Comissão Intergestores Bipartite para: Aquisição de Medicamentos para DST e Infecções Oportunistas em indivíduos com HIV/AIDS.

    Recomendações para pactuação na Comissão Intergestores Bipartite para Aquisição de medicamentos para DST e Infecções Oportunistas em indivíduos com HIV/Aids

    05 – Recomendações para pactuação na Comissão Intergestores Bipartite para: Distribuição do preservativo masculino na prevenção ao HIV/AIDS e DST no Brasil

    Recomendações para pactuação na Comissão Intergestores Bipartite para Política de distribuição do preservativo masculino na prevenção ao HIV/Aids e DST no Brasil

    Documentação que deverá constituir o Plano de Ações e Metas as ser encaminhada para apreciação pelos respectivos níveis governamentais.

    Documentação constante dos arquivos:

    1) PAM QUALIFICACAO ESTADO.DOC e

    2) PAM QUALIFICACAO MUNICIPIO.DOC

    Esses arquivos estão disponíveis na Internet, no endereço eletrônico: http://www.aids.gov.br/incentivo

    PORTARIA QUE INSTITUI A POLÍTICA DE INCENTIVO EM HIV/AIDS

    Portaria que institui a política de incentivo em HIV/AIDS

    Íntegra da Portaria que institui a política de incentivo em HIV/AIDS

    Anexos da Portaria

    Anexos da Portaria que indicam a documentação necessária e o fluxo do processo de solicitação das SES e SMS

    GLOSSÁRIO

    CIB - Comissão Intergestores Bipartite

    CIT - Comissão Intergestores Tripartite

    CN-DST-AIDS - Coordenação Nacional de DST e AIDS

    DATASUS - Departamento de Informática do SUS

    DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis

    IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

    MS - Ministério da Saúde

    NOAS - Norma Operacional da Assistência do Sistema Único de Saúde

    NOB - Norma Operacional Básica do Sistema Único de Saúde

    OGP - Órgão Gestores de Projetos que desenvolvem projetos junto a CN-DST-AIDS

    ONG - Organizações Não Governamentais

    OSC - Organizações da Sociedade Civil

    PAM - Plano de Ações e Metas da Política de Incentivo

    POA - Plano Operativo Anual

    SES - Secretaria Estadual de Saúde

    SMS - Secretaria Municipal de Saúde

    SPS - Secretaria de Políticas de Saúde do Ministério da Saúde

    SUS - Sistema Único de Saúde

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