Nova descoberta no tratamento da sida

Do Jornal de Notícias/pt

03 Julho 2010

A possibilidade de introdução de células-mãe no corpo, como forma de assegurar a resistência à infecção por HIV-sida acaba de ser descoberta por investigadores norte-americanos, que publicaram ontem o seu trabalho na revista científica "Nature Biotechnology".

O vírus da Sida ataca as células do sistema imunológico humano pelo apego a certas proteínas específicas, especialmente uma molécula chamada CCR 5. Algumas pessoas possuem uma mutação que impede o surgimento desta molécula, resistindo, assim, ao vírus. Ao remover o gene correspondente à proteína CCR 5 numa uma célula, há pelo menos condições para limitar fortemente os efeitos em pessoas infectadas.

Segundo a France Press, a equipa de Paula Cannon, da Universidade da Califórnia do Sul, que efectuou a descoberta usou dedos "de zinco", uma técnica recente, capaz de atingir com precisão a parte do genoma a "cortar". Os investigadores, que recorreram a ratos, removeram o gene para as células-mãe hematopoéticas (células que causam as células brancas do sangue, mas também glóbulos vermelhos e plaquetas).

O próximo passo é tentar aplicar a técnica em seres humanos. Um estudo semelhante já está em andamento, com o objectivo de modificar as células do sistema imunológico e não as células-mãe.

Esta descoberta ocorreu em vésperas da Conferência de Viena sobre a Sida, que se realiza a 18 de Julho.
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