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23.8.10

Amazonas registra 223 novos casos de Aids

A MAIORIA DAS OCORRÊNCIAS, 204, FORAM DESCOBERTAS NA CAPITAL


Duzentos e vinte e três novos casos de Aids foram registrados no Amazonas nos seis primeiros meses deste ano. Segundo dados da Coordenação Estadual de

Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids), a maioria das ocorrências foi verificada em Manaus,com 204 descobertas .



Desde que a doença se tornou pública,em1986, um total de 5.304 pessoas foram infectadas com o vírus HIV, e passaram a receber atendimento médico no Estado, sendo 3.651 pacientes do sexo masculino e 1.653 do sexo feminino. As cidades com maiores registros foram Manaus, com 4.707 (88%),Parintins, 137; Tabatinga, 63; e Itacoatiara, 55.
De acordo com o coordenador estadual de DST/Aids, Noaldo Lucena, hoje, aproximadamente cinco mil pacientes estão recebendo tratamento
medicamentoso. Ele esclareceu que todas as estatísticas anunciadas pela Coordenação de DST/Aids se referem a pessoas com Aids, e que recebem atendimento médico.
Pela comparação entre os seis primeiros meses deste ano e o mesmo período do ano passado, houve redução de 57 casos notificados, o que equivale a 20%. Segundo Lucena, a diminuição não é significativa.
“Não é um dado significante, pois muita coisa escapa da notificação, e precisamos aprimorar o serviço”, admitiu o médico.A expectativa dele é de que os registros, ao final do ano, superem os números de 2009.

Teste

Conforme as estatísticas da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), em 2009 iniciaram tratamento contra Aids 538 pacientes. Os números de casos anuais vêm numa ascendente desde 2007, quando foram inseridos, em acompanhamento médico, 421 pessoas, e em 2008, 501. Noaldo Lucena atribui o crescimento à implantação do teste rápido na rede pública, que consiste na coleta de sangue do dedo para análise laboratorial. “Ao contrário do tradicional teste, que demora uma semana para se ter o resultado, no teste rápido, que tem o mesmo grau de segurança, pode-se saber do resultado uma hora depois da coleta”, informou.
O coordenador Noaldo Lucena destacou que a patologia, atualmente, vem acometendo quase que por igual a homens e mulheres. Pelos cálculos divulgados pelo infectologista, para cada cinco infectados, três são homens e dois são mulheres. Há dez anos, ele explica que a proporção era de trinta homens para cada duas mulheres.Lucena revelou que a principal via de transmissão da doença é a relação sexual (95%). Os 5% restantes ficam por conta da transmissão materno- infantil, acidentes ocupacionais envolvendo fluidos corpóreos e utilização de drogas injetáveis. A faixa etária predominante é entre 20 e 40 anos, no público feminino, e entre 20 e 50 anos, no masculino.

Do D24am
23/08/2010