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Espanha prende mais cinco suspeitos de integrar rede de exploração sexual

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil 
07/09/2010
 
Brasília – A Polícia Nacional e as autoridades do Alto Comissariado para a Imigração e Fronteiras da Espanha anunciou hoje (7) a prisão de mais cinco homens, alguns deles, por suspeita de crimes relacionados à prostituição. As prisões estão associadas às operações de desarticulação de uma rede prostituição que liga o Brasil e a Espanha. Há, entre as vítimas, um adolescente de 16 anos. Nos locais onde os garotos de programa atuavam foram encontradas crianças brasileiras.
As informações foram confirmadas pelo Ministério do Interior espanhol. O esquema foi desbaratado, no mês passado, com a identificação da rede que aliciava jovens brasileiros para fins sexuais nas cidades espanholas de Palma de Mallorca, Madri, Barcelona, Alicante e León. As investigações envolveram casas de prostituição, clubes e casas particulares, além de hotéis.
As investigações policiais identificaram como líder da organização um homem chamado Lucas. A nacionalidade dele não foi divulgada. Os investigadores descobriram ainda que as vítimas ficavam cerca de 21 dias em cada local e sempre disponíveis para os clientes por 24 horas. Em cada casa havia de oito a dez crianças, a maioria de origem brasileira.
Para atrair clientes, a rede colocou anúncios na seção de contatos de vários jornais e em páginas da internet, inclusive com fotografias de crianças e adolescentes. Nos sites havia anúncios informando sobre os locais e preços. No último dia 30, a Polícia Nacional da Espanha prendeu 14 pessoas. Segundo as investigações, os jovens eram atraídos para a Espanha com a promessa de emprego e salário elevado.
Ao desembarcarem na Espanha, os jovens eram obrigados a se prostituir para pagar dívidas, que chegavam a mais de 4 mil euros. A ordem era que atendessem em diferentes casas de encontro e ficassem à disposição para programas 24 horas por dia. As vítimas eram obrigadas também a pagar para os líderes do esquema metade do que recebiam dos programas, mais 200 euros para alojamento e refeições. Havia ainda ameaças constantes, inclusive, de morte.

Edição: Lílian Beraldo
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