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Homens e mulheres são atraídos por redes de tráfico de pessoas com promessas de emprego

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil 
 01/09/2010

Brasília – As autoridades brasileiras identificaram que as redes que atuam no exterior para o aliciamento de brasileiros para a prostituição atuam da mesma forma que as de exploração de mão de obra e de tráfico de pessoas. Mulheres e homens recebem propostas de emprego em casas noturnas, salários em euro e uma série de vantagens. Para as autoridades brasileiras, todas essas pessoas são vítimas porque foram enganadas.

O último exemplo da atuação desses grupos criminosos foi a rede desarticulada anteontem (30) na Espanha, depois de seis meses de investigações de policiais brasileiros e estrangeiros. A Polícia Nacional da Espanha prendeu 14 pessoas que atuavam em cinco grandes cidades do país. O aliciamento de jovens brasileiros era feito por meio de promessas de emprego e salário. Mas, ao desembarcar na Espanha, os brasileiros eram obrigados a se prostituir para pagar dívidas, que chegavam a mais de 4 mil euros.

O comando da rede, que coordenava as ações em Palma de Mallorca, determinava que os brasileiros tinham de fazer programas em diferentes casas de encontro e ficar à disposição 24 horas por dia.  As vítimas eram obrigadas também a pagar ao esquema metade do que recebiam dos programas,  mais 200 euros pelo alojamento e as refeições. Havia ainda ameaças constantes de pressão e até de morte.

A chefe da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty, Luiza Lopes Ribeiro da Silva, disse à Agência Brasil que, em geral, as vítimas das redes de prostituição são mulheres. Os homens, no entanto, são alvo de outros grupos criminosos, como os que exploram mão de obra. Apesar das diferenças, a diplomata afirmou que a forma de atrair as vítimas é a mesma.

“Nas muitas conversas que tivemos, todos contam que a oferta de salário negociada foi diferente do que acabaram recebendo. Também relatam que desconheciam as condições de trabalho e não imaginavam as dificuldades que viveram”, afirmou Luiza Silva. “A nossa preocupação é salvar essas pessoas de uma situação de exploração e humilhação.”

Edição: Graça Adjuto

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