Breaking News

Roraima discute tráfico de mulheres com participação de técnicos do MS e UnB

Do Roraima em Foco
Seg, 13 de Setembro de 2010
Roraima foi contemplado com o evento, devido à localização geográfica - Foto: Ascom/Sesau

Roraima sedia o primeiro curso “Saúde, Migração e Tráfico de Mulheres: o que o Sistema Único de Saúde precisa saber”, com palestras e oficinas ministradas por profissionais do Ministério da Saúde (MS), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de Roraima (UFRR). O evento iniciou nesta segunda-feira, 13, pela manhã, no auditório do Ciclo Básico, no campus da UFRR, e termina dia 15. Oitenta pessoas estão inscritas.

Durante o curso os participantes vão compartilhar conhecimentos que cada um possui sobre problemas que afetam as mulheres em situação de tráfico. Assim, todos poderão propor estratégias de inclusão dos serviços de saúde para as vítimas de tráfico, migração, exploração sexual e trabalho degradante. E ainda poderão analisar aspectos que facilitam ou dificultam o atendimento a essas mulheres.

Após o curso, os participantes poderão atuar como multiplicadores de informações sobre o problema de imigração irregular e tráfico de pessoas e as consequências desse problema nas questões de saúde.

Serão debatidos também, a Política e o Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e violências contra a mulher. A capacitação é direcionada aos profissionais da área de saúde envolvidos no enfrentamento à violência contra a mulher, segurança pública, assistentes sociais, UFRR e as pessoas que compõem a Comissão Estadual de Enfrentamento ao Abuso, Exploração Sexual e Tráfico de Crianças e Adolescentes.

De acordo com a gerente do Núcleo de Ações Programáticas de Saúde da Mulher, Cláudia Garcez, Roraima foi contemplado com o curso em razão da localização geográfica. Por fazer fronteira com outros países, nosso Estado acaba se tornando corredor para o tráfico de mulheres.

Durante todo o ano, a Secretaria Estadual de Saúde Roraima (Sesau) realiza cursos de qualificação para os profissionais de toda a rede pública de saúde que trabalham diretamente com as vítimas de violência. “Nós reunimos os setores interessados e preparamos os profissionais para oferecer assistência a essas mulheres”, enfatiza Cláudia.

Rebeca Alencar