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20.10.10

Campanha vai realizar prevenção e diagnóstico

Nesta sexta-feira (22/10/10), a Prefeitura de Manaus dará início à Campanha de Combate à Sífilis Congênita (transmitida de mãe para filho), na rede de saúde do município, promovendo atividades nas áreas de prevenção e diagnóstico, voltadas ao público feminino, com vida sexual ativa. O objetivo da campanha, que tem como tema “Viva e Deixe Viver”, é contribuir para a interrupção da cadeia de transmissão da bactéria causadora da doença, que pode gerar agravos de saúde irreversíveis para a mulher e até a morte de bebês infectados.

A preocupação com esse tema considera, principalmente, os aspectos clínicos da sífilis em crianças que são infectadas ainda na fase fetal ou no momento do parto, conforme destaca o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato. “Um bebê nascido de mãe portadora de sífilis pode nascer saudável se ambos receberem o tratamento adequado, durante a gestação. Caso contrário, a criança tende a desenvolver problemas sérios, como cegueira, deformações, surdez, pneumonia e retardamento, antes do segundo ano de vida”, frisa. Por este e outros motivos, diz ele, torna-se indispensável a realização do pré-natal e dos exames laboratoriais que permitem a identificação da doença precocemente.



Prevenção



Segundo a chefe do setor de ações de DTS/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Silvana de Lima e Silva, na área de prevenção da Campanha, a prefeitura, em parceria com a Fundação Alfredo da Matta, promove um dia de orientações e testagem rápida para Sífilis e HIV. O evento será na sede na Fundação, que é uma das referências para o tratamento de DTS/Aids, no Estado. A ação ocorrerá nesta sexta-feira (22), entre 7h e 19h e inclui a realização de testes rápidos, pelos profissionais da Fundação, com diagnóstico das doenças em até 30 minutos, principalmente em mulheres. A sede da Fundação Alfredo da Matta fica na Cachoeirinha, zona Sul. No local, equipes da Semsa farão a distribuição de preservativos e panfletos que darão suporte aos aconselhamentos sobre como se prevenir de sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis.

No dia 28 (quarta-feira), a atividade será estendida à sede da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), localizada na avenida Ayrão, s/n, esquina com Ferreira Pena, e será destinada a usuários do Programa Bolsa Família e dos Centros de Referência de Assistência Social do município. “O público alvo desses atendimentos são famílias de baixa renda que, na maioria das vezes, não dispõem de recursos para adquirir contraceptivos e têm menos conhecimento sobre DST/Aids”, justifica Silvana. Neste local, no horário de 8h30 às 17h, profissionais da Semsa farão orientações sobre prevenção de DTS, haverá distribuição de preservativos, testagem rápida para HIV e aconselhamento para que as mulheres busquem as unidades de saúde, a fim de fazer o teste para sífilis.

A campanha também incluirá informes em veículos de comunicação, incentivando gestantes a buscarem o acompanhamento de pré-natal, nas unidades de saúde do município, como forma de prevenir o bebê da Sífilis Congênita. “Faz parte da rotina de atendimento ambulatorial de gestantes, o diagnóstico precoce de qualquer tipo de DST, a notificação compulsória dos casos positivos e o encaminhamento às unidades de referência para tratamento”, diz Silvana. O ideal mesmo, frisa a coordenadora, é que as mulheres não se deixem infectar pelos seus parceiros, adotando as medidas preventivas na relação sexual, para que a fase da gravidez seja usufruída de forma saudável.

Nas unidades da rede, as atividades de diagnóstico e tratamento têm sido fortalecidas com capacitação de profissionais para identificação e acompanhamento clínico de Sífilis Congênita, afirma a chefe do setor de ações de DTS/Aids e Hepatites Virais. “Na Maternidade Dr. Moura Tapajóz, por exemplo, promovemos nos dias 19 e 20, deste mês, o curso de Testagem e Aconselhamento em DST/Aids, durante o qual as equipes atualizaram seus conhecimentos em teste rápido para sífilis e HIV e, ainda, sobre como proceder em casos de resultado positivo para estes agravos em parturientes que precisam de intervenção medicamentosa antes, durante e após o parto, a fim de evitar que a criança seja infectada”, ressalta.

Atualmente, a Maternidade Moura Tapajóz realiza testagem rápida para HIV e sífilis em 100% das parturientes, com sorologias desconhecidas para sífilis e Aids, seguindo o protocolo do Projeto Nascer. O projeto é uma estratégia do Ministério da Saúde, para adoção de medidas profiláticas e/ou terapêuticas no momento do parto, para gestantes sem diagnóstico para DST.



A doença



A Sífilis Congênita é resultado da infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da doença, explica Silvana Lima. A infecção do bebê ocorre através da placenta da gestante infectada em qualquer fase da gestação ou durante o parto. É uma doença grave e pode causar má formação do feto, sérias consequências para a saúde da criança e até a morte. A sífilis pode se manifestar logo após o nascimento ou durante os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses.

Em adultos, os sintomas variam de acordo com o estágio da doença. No primeiro estágio aparecem pequenas vesículas avermelhadas e indolores, que se chamam cancro, geralmente na região próxima aos genitais. Estas vesículas podem surgir de 10 dias a 3 meses após o contato com uma pessoa contaminada e duram normalmente de 1 até 8 semanas. Se for infectado e ficar sem tratamento a doença evoluirá para um segundo estágio que pode durar até 1 ano. Os sintomas são: aparecimento de feridas por todo o corpo (exantema), que pode incluir manchas nas palmas da mão e pé, que são altamente contagiosas; gânglios linfáticos inchados (ínguas); sintomas de resfriado comum, tais como febre, corpo dolorido, dor de cabeça, fadiga e falta de apetite; perda de cabelos em tufos; crescimento de verrugas semelhantes à couve-flor, na área em volta do ânus.


Secretaria Municipal de Comunicação – Semcom