26.10.10

DST, Aids e Hepatites Virais investe R$ 64 milhões em testes para diagnóstico do HIV

A quantidade de testes rápidos distribuídos pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais para diagnóstico de HIV aumentou significativamente de 2005 a 2009. Os números subiram de 680 mil para 2,6 milhões. Os testes tradicionais, ressarcidos aos estados – como o Western Blott, Elisa e a Imunofluorecência – também aumentaram de 3,96 milhões para 4,93 milhões.

Só no ano passado, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais investiu cerca de R$ 64,92 milhões nessas tecnologias de diagnósticos. Foram gastos R$ 15,52 milhões com testes rápidos e R$ 49,4 milhões com testes tradicionais, seja repassando dinheiro aos estados para compras ou fazendo a compra centralizada, no caso dos testes rápidos. A expectativa é que em 2010, o governo gaste R$ 65 milhões com esses produtos.

“O valor será próximo ao do ano anterior, mas aumentamos o quantitativo de testes em decorrência da negociação de preços. Com isso, os valores unitários caíram”, afirma a coordenadora da Unidade de Laboratório, Lilian Inocêncio. De acordo com Lilian, em 2004, o Departamento pagava R$ 8,00 por cada teste rápido. “Hoje, pagamos R$ 6,00 por cada unidade”, completa.

O teste rápido é um exame de tecnologia nacional, fabricado pela Fiocruz e pela Universidade Federal do Espírito Santo. O resultado fica pronto em 30 minutos, a partir de uma amostra de sangue. Mas, antes e após a testagem a pessoa passa pelo aconselhamento realizado por profissionais especializados da área de saúde, como psicólogos.

Os testes tradicionais como o Western Blott e a Imunofluorecência são testes confirmatórios, realizados depois do Elisa, em caso de resultado positivo de HIV. A maior parte dos testes tradicionais são importados.

Testes rápidos e tradicionais distribuidos pelo SUS
Ano Testes rápidos distribuídos Testes tradicionais distribuídos
2005 680 mil - valor R$ 5,14 milhões 3,96 milhões - valor R$ 39,75 milhões
2009 2,6 milhões - valor R$ 15,52 milhões 4,93 milhões - R$ 49,4 milhões


Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

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