15.10.10

Superliga Gay de Vôlei esquenta fins de semana esportivos em Manaus



Manaus - A luta contra a homofobia avança por vários setores da sociedade. A 19ª edição da Superliga Gay de Vôlei 4x4 Amazonense mostra que o esporte também ajuda a combater preconceitos.

Desde o dia 1 de outubro, todos os fins de semana, a partir das 14h, quatro partidas da Superliga Gay agitam a Quadra de Esportes da Chapada, na avenida Constantino Nery, zona centro-sul de Manaus. De acordo com o presidente da comissão organizadora da Superliga Gay, Daniel Coelho, a decisão, marcada para o dia 4 de dezembro, será transmitida ao vivo pelas emissoras Amazon Sat (UHF – canal 44) e TV Ufam (NET – canal 27).

A Superliga Gay Amazonense é composta por 16 equipes. Todos os times levam os nomes das grandes seleções de vôlei do mundo, como Itália, Cuba, Polônia e Brasil. Segundo Daniel, os times locais começaram a adotar esta denominação a partir de 1992. O objetivo é se aproximar ainda mais das características da Superliga Mundial de Vôlei.

Além de troféus e medalhas, a Superliga Gay irá premiar os vencedores com R$ 2.300 em dinheiro. O time campeão receberá R$ 1 mil e o segundo e terceiro lugares, R$ 800 e R$ 500, respectivamente.

A Superliga Gay de Vôlei Amazonense conta com o apoio da Prefeitura de Manaus, por intermédio da Secretaria Municipal de Desporto e Juventude (Semdej), e do Governo do Amazonas.

A entrada nos jogos é gratuita.

Luta contra o preconceito

O atleta Tico atua na equipe Polônia e compete na Superliga há 10 anos. Para ele, a integração entre os públicos hétero e homossexuais é muito boa para o certame e a sociedade. “Neste esporte, a gente está tendo uma forma de ter o nosso espaço. Para as pessoas que têm um pequeno preconceito, que venham e participem com a gente. Aqui, ninguém morde. A gente só quer a alegria de todos”, destaca.

Profissional

O presidente Daniel Coelho destaca o profissionalismo conquistado pela Superliga. Ele conta que atletas de outros estados, como São Paulo e Roraima, vêm a Manaus para participar do campeonato.

Daniel adianta que a edição 2011 contará com mais quatro equipes, totalizando 20 seleções. Ele afirma que o número de participantes é muito superior ao da Federação Amazonense de Vôlei.

100% gay

Segundo o presidente da Liga, todos os participantes do campeonato são gays. Esta também é a única exigência para poder competir no evento.

Daniel explica que, para garantir a regra principal da Liga, a comissão organizadora chega a promover uma espécie de ‘investigação’ com o participante. “Outra coisa: se alguém não for gay, com certeza um adversário irá avisar a nossa comissão. Todos os times aqui são muito competitivos”, afirma.

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