Conhecer o cotidiano dos ribeirinhos ajudará a desenvolver o interior

Ribeirinhos do Amazonas (Foto:Divulgação)

09/11/2010 - Identificar as especificidades do mundo rural amazônico por meio de análise das formas de organização familiar, política, do uso da terra e dos recursos naturais para servir como base de elaboração de políticas públicas para estas populações é o objetivo do projeto “Estudos antropológicos de povos tradicionais: particularidades do mundo rural amazônico”, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

De acordo com uma das pesquisadoras do projeto, Raquel Wiggers, a ideia surgiu por meio de diálogos com outros pesquisadores. Nos debates, percebeu-se como o mundo rural na Amazônia possui configuração diversa se comparado aos outros contextos rurais brasileiros. “A inspiração para esta proposta se baseia numa literatura antropológica sobre o mundo rural amazônico, que enfatiza a particularidade desta realidade com relação a outros contextos rurais no Brasil”, destacou.

Segundo Wiggers, os pesquisadores envolvidos no projeto vêm se dedicando a estudar o mundo rural amazônico, como a influência da sazonalidade dos rios na vida dos ribeirinhos, os assentamentos rurais, a confecção de artesanato como saída para desenvolvimento sustentável das famílias, entre outras particularidades.

Wiggers explica que a partir do levantamento das particularidades do mundo rural amazônico, as discussões sobre campesinato, assentamentos rurais, desenvolvimento sustentável e conservação da floresta podem avançar de forma adequada. “Todos esses temas são fundamentais para elaboração de projetos visando o desenvolvimento dessas populações”, afirmou.

A pesquisadora enfatiza que o projeto é importante para a sociedade, em especial àqueles que vivem na capital do Estado, pois têm a possibilidade de conhecer como vivem os ribeirinhos nas áreas rurais do Amazonas. Ao conhecerem as diferentes formas de viver, pensar, organizar a vida, produz-se conhecimento e todos ganham com isso”, enfatizou.

Incentivo

Para a realização do projeto, a pesquisadora contou com o apoio financeiro do Programa Integrado de Pesquisa Científica e Tecnológica (PIPT) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). Segundo a pesquisadora, recentemente o estudo foi prorrogado para fins de execução do projeto.

Sobre o PIPT/FAPEAM

Esse programa consiste em apoiar, com auxílio-pesquisa e bolsas, mestres e doutores vinculados a instituições públicas e privadas sem fins lucrativos interessados em realizar pesquisas científicas e tecnológicas no Amazonas.

Foto 1: Casa do Ribeirinho (Foto:Divulgação)

Dalva Berquet e Fábio Guimarães – Agência FAPEAM

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