25.11.10

ONU dá diretrizes de prevenção para trabalhadores que convivem com Aids


A Organização da Nações Unidas (ONU) publicou novas diretrizes internacionais para garantir que os trabalhadores de saúde em áreas com alta prevalência da aids e tuberculose tenham um acesso adequado às precauções e ao tratamento contra estas doenças.

“Estima-se que por ano 1 mil profissionais de saúde contraem HIV no local de trabalho e muitos outros tuberculose”, detalha um relatório conjunto das agências responsáveis das Nações Unidas para impulsionar o combate essas diretrizes.

Estes organismos são a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e o Programa conjunto da ONU sobre o HIV/aids (Unaids), que calculam que 60 milhões de pessoas formam o pessoal sanitário no mundo.

“Estas diretrizes apontam para garantir que os trabalhadores da saúde tenham acesso às precauções universais”, assinala o diretor-executivo do setor de proteção social da OIT, Assane Diop.

Entre as precauções as que se referem inclusive o tratamento preventivo para a tuberculose, a profilaxia posterior à exposição e ao tratamento, sistemas de indenização para o contágio no lugar de trabalho, e seguridade social efetiva.

Considera-se como pessoal de saúde médicos, enfermeiros e parteiras, além de farmacêuticos e técnicos de laboratório, além de limpadores, atentos e outros trabalhadores de apoio.

Unaids, a OIT e a OMS admitem que até nesta quinta-feira seus esforços não prestaram “suficiente atenção” às necessidades destes trabalhadores sanitários, o que tratam de reverter com estas novas diretrizes que oferecem pautas fundamentais aos profissionais.

“A OMS reconhece o risco ao que se expõem os trabalhadores da saúde quanto ao contágio do HIV e a necessidade de métodos exaustivos de saúde e segurança no trabalho”, afirma o subdiretor-general da organização para estas doenças, Hiroki Nakatani.

A maior necessidade de profissionais de saúde é a África, onde um médico pode ser responsável pela saúde de mais de 2 mil pessoas, e cuja baixa por infecção de tuberculose e aids afetaria mais de 2 milhões de pessoas ao ano.

“Mellhorar a segurança e a saúde no trabalho é uma maneira de melhorar as condições de trabalho e de oferecer maiores incentivos aos trabalhadores para que permaneçam em seus países”, concluem os responsáveis por estas diretrizes.

Fonte:EFE 25 de novembro de 2010

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