18.11.10

PSDB fala em reestruturação e em adotar uma postura mais crítica ao governo

Marcos Chagas 18/11/2010
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O PSDB desencadeará ainda este ano uma ação de reestruturação e modernização do seu programa partidário. O objetivo, segundo o presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE), é preparar o partido para as convenções municipais, estaduais e nacional que se realizarão, respectivamente, em março, abril e maio de 2011.

Um grupo de trabalho foi escalado para coletar sugestões de dirigentes e filiados. O assunto foi um dos temas tratados hoje (18) em reunião da Executiva Nacional. Guerra afirmou que o eleitorado que votou em José Serra nas eleições presidenciais de outubro deixou algumas mensagens, entre elas, a de que deseja que o PSDB seja um partido com melhor identidade, transparência e firmeza.

Guerra afirmou que as bancadas do partido na Câmara dos Deputados e no Senado que assumirão a partir de fevereiro de 2011 terão “posturas mais críticas ao governo” do que sua atuação nos oito anos de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A oposição, quanto menor for, mais incisiva tem que ser e não faltarão vozes para isso”, disse.

Nos próximos dias, o comando peessedebista pretende realizar uma reunião ampliada com a participação de parlamentares eleitos, como o senador Aécio Neves (MG), governadores e lideranças nacionais para definir a estratégia de trabalho e colher sugestões iniciais de reformulação partidária.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, disse que, em um primeiro momento, os tucanos vão desenvolver ações para aumentar o quadro de “filiados ativos” bem como a maior presença partidária nos municípios.

O governador eleito de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, por sua vez, pretende reunir, em Maceió, na próxima semana, todos os governadores do PSDB para preparar uma agenda com as demandas dos chefes dos executivos estaduais. “A ideia é discutir uma agenda de trabalho do partido para o futuro”, disse Teotônio Vilela.

O objetivo, acrescentou ele, é fortalecer o caráter programático do PSDB desvinculando-o do calendário eleitoral que apenas reflete um momento da política nacional. O peessedebista alagoano também falou sobre a reedição da Contribuição sobre a Movimentação Financeira (CPMF), um tema sensível aos governadores, uma vez que reforçaria o caixa dos estados ao delegar à União a aplicação destes recursos na saúde pública.

“Que a saúde ganharia muito [com a CPMF] em Alagoas é uma realidade, mas vou acompanhar a decisão do meu partido”, disse Teotônio Vilela ao ponderar que os governadores não poderão ser vozes destoantes no partido. O comando nacional do PSDB já tem uma posição firmada sobre a reedição da CPMF. Para Sérgio Guerra, esse assunto tem que ser tratado no âmbito de uma reforma tributária e não isoladamente.

Edição: Lana Cristina

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