Quito luta para tirar 200 mil chicletes de Centro Histórico

Extraido de Notícias Terra 12 de novembro de 2010

Homem limpa a Praça Santo Domingo, em Quito, na campanha do governo para remover chicletes colados
Foto: EFE

O doce sabor do chiclete se transformou em uma amarga experiência para o município de Quito, que lançou uma campanha para retirar os 200 mil chicletes grudados no Centro Histórico da cidade.

O município descobriu que o custo de retirar os grudes mascados é maior que o preço do próprio chiclete, que custa 5 centavos.

Calcula-se que no centro de Quito, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, há aproximadamente 10 chicletes grudados na calçada por metro quadrado, sendo que o custo de limpeza para a cidade é de 20 centavos cada.

Num estudo feito por alunos de colégios, mais de 47 mil pontos foram contabilizados só na praça da Igreja de Santo Domingo, que mede um pouco mais de meio campo de futebol, disse o diretor da Empresa Pública Metropolitana de Asseio de Quito (Emaseo), Carlos Sagasti à Agência Efe.

Os estudantes desenharam um círculo ao redor de cada chiclete grudado decorando a praça da Igreja com inúmeras bolas brancas, evidência do silencioso e pegajoso mau-trato à cidade.

Na Praça da Independência, uma das mais movimentadas da cidade e próxima do Palácio de Carondelet, sede do Executivo, estima-se que há outros 50 mil chicletes grudados. "É uma loucura", define Sagasti.

Na luta contra os chicletes, o Município usará duas modernas hidrolavadoras avaliadas em US$ 131 mil.

A Emaseo levará entre três a quatro meses para retirar todos os chicletes e aplicará uma multa de US$ 24 para quem voltar a sujar a calçada.

"É uma batalha", comentou Sagasti comparando o chiclete com armamento.

O município divulgou que aumentará o número de lixeiras nas ruas e prepara uma mostra de 25 fotografias de instalações criadas a partir de produtos reciclados, que serão expostos nos oito maiores shoppings de Quito.

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