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11.11.10

Travesti é assassinado em motel de Fabriciano

Extraido de: Jornal do Vale do Aço
10/11/2010

Por Emmanuel Franco
Repórter


AKR



A arma usada no crime foi um canivete de aproximadamente 15 cm de lâmina, jogado pelo assassino no pátio do motel





FABRICIANO – Encontrado morto em uma das suítes do motel Calypso, situado na Avenida Rubens Siqueira Maia, no Bairro Mangueiras, em Coronel Fabriciano, o travesti Ronaldo Sabino de Lima, mais conhecido como “Raíssa”, de 25 anos, pode ter sido assassinado por um estudante de farmácia da Unipac (Universidade Presidente Antônio Carlos) de Ipatinga. O crime foi registrado pela Polícia Militar na madrugada desta terça-feira (9). O suspeito é Roney de Oliveira Bramusse, o “Roni”, 33 anos, que já cumpriu pena por assassinar uma modelo há mais de 10 anos. Ele permanece foragido. O corpo da vítima, que foi morta a facadas, foi submetido a exame de necropsia no Instituto Médico-Legal (IML) de Ipatinga, onde permanecia até o fechamento desta edição – já que nenhum familiar levou documentos para um reconhecimento oficial. “Raíssa” foi golpeada no tórax, pescoço e ombro.

Funcionários do motel contaram à Polícia Militar que, por volta das 2h30, ouviram gritos e um barulho de algo caindo ao solo na suíte de número 209. Eles foram ver do que se tratava e encontraram várias marcas de sangue no chão e na parede da escada de acesso à garagem da suíte, ouvindo em seguida um carro sair do motel. O travesti já estava morto, caído no pé da escada e com o corpo completamente ensangüentado.

Em suas análises, a perita Laudiene Viana, da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil (1ª DRPC) de Ipatinga, percebeu que havia várias garrafas quebradas no interior da suíte e sinal de que “Raíssa” e o assassino entraram em luta corporal. Após ser esfaqueado, o travesti teria saído do quarto e caído sem forças logo depois de descer a escada. Ainda de acordo com os funcionários do motel, “Raíssa” e o suposto homicida chegaram às 1h13, pediram cervejas, cigarros e sabonetes para a banheira.

Iguaçu e Caladinho de Baixo
De acordo com o que conseguiu apurar a PM, o travesti fazia ponto na região da concessionária da Peugeot, no Bairro Iguaçu, em Ipatinga. Ele residia na Rua Acre, no Bairro Caladinho de Baixo, em Fabriciano. A arma usada no homicídio foi um canivete de aproximadamente 15 cm de lâmina, jogado pelo assassino no pátio do motel.

Identificação do homicida
Ainda na suíte, a perita Laudiene Viana e a Polícia Militar localizaram o documento do automóvel Fiat Uno placas LAY-0668, em nome de Sebastião Bramusse Sobrinho, morador da Rua Cirineu Teixeira, no Bairro Santa Antônio. Os policiais estiveram no endereço e foram informados que o automóvel estava com o filho de Sebastião, o ex-presidiário Roney de Oliveira Bramusse, o “Roni”, que já cumpriu pena por ter cometido um homicídio. Uma camisa recolhida na suíte tinha as seguintes inscrições: “Faço farmácia, farmácia Unipac”. O ex-presidiário é o principal suspeito de assassinar “Raíssa”. Ele permanecia foragido até o fechamento desta edição.

O Fiat Uno usado por Roney foi encontrado na garagem de um tio dele, na Rua Alípio José da Silva, no Bairro São Geraldo, em Fabriciano. O perito Hebert De Mingo, da 1ª DRPC, vistoriou o veículo e encontrou documentos pessoais do acusado e uma toalha do motel Calypso. Um inquérito foi instaurado na 19ª Delegacia Seccional de Polícia Civil para apurar o assassinato.

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