3.12.10

Doação de órgãos é tema de discussão dia 4, em Manaus

Do Governo do Amazonas 03/12/2010

Cerca de 30 médicos intensivistas que atuam em unidades de urgência da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) participam, no sábado, 4, do encontro Regional da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). No evento, que vai ser realizado no Salão Imperial do Tropical Hotel, das 9 às 19 horas, serão discutidos temas relacionados à captação de órgãos em doador falecido, com foco especial no diagnóstico de morte encefálica. O encontro tem o apoio do Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde.

"Os profissionais convidados terão a oportunidade de discutir o papel do intensivista no processo de doação e transplante de órgãos", destaca o secretário de estado da Saúde, Wilson Alecrim, destacando que, à exceção de tecidos, como as córneas, que podem ser retiradas até seis horas após a morte, os órgãos para transplante, como rim, coração e fígado, precisam ser retirados imediatamente após a morte encefálica.

De acordo com Wilson Alecrim, o Amazonas está em processo de treinamento de profissionais da saúde e instalação de infraestrutura necessária para o início dos transplantes de órgãos a partir de doador cadáver. Atualmente o estado realiza transplante de rim entre vivos e transplante de córneas. "Estamos capacitando equipes com a meta de iniciar os transplantes de fígado, que são prioritários para a região em função da alta incidência de doenças hepáticas graves. A meta seguinte é o transplante de coração", informa.

O coordenador estadual de Transplantes, Noaldo Lucena, ressalta que a captação de órgãos em doador falecido também vai viabilizar o aumento dos transplantes renais no Estado e colocar o Amazonas como distribuidor de órgãos para os grandes centros transplantadores, onde são realizados os transplantes de pacientes daqui.

Noaldo diz que o envolvimento dos profissionais de saúde que trabalham em unidades de urgência e emergência com a questão dos transplantes é fundamental para aumentar o número de doadores de órgãos. "Não há doação e transplante sem o compromisso dos profissionais da saúde e das famílias dos potenciais doadores", destaca.

Além de treinar equipes, o Governo do Estado está investindo na criação da infraestrutura necessária para a remoção, manutenção e distribuição de órgãos. Uma das etapas importantes desse processo, segundo o coordenador, foi a criação do Laboratório de Histocompatibilidade de Leucócitos (HLA) na Fundação Hemoam. A unidade pode agora realizar os testes que apontam a compatibilidade ou não entre doador e receptor de órgãos, procedimento antes realizado fora do Estado.

De acordo com o Relatório de Evolução Anual dos Transplantes no Amazonas, já foram realizados no Estado 551 transplantes de córnea desde a criação do Banco de Olhos, em funcionamento na Fundação Hospital Adriano Jorge. O total de transplantes de rim realizados foi de 166.

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