17.1.12

Alterações na pele podem ser provocadas por DSTs

Feridas na pele e nas regiões íntimas são indícios de algumas doenças de pele que podem ser causadas por sífilis, gonorréia e HPV

Embora muitos saibam que o preservativo é a melhor forma de se proteger durante as relações sexuais contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST´s), muitos deixam de lado a proteção das enfermidades, o risco de gravidez e não pondera as consequências do ato impensado. Como resultado, as DSTs acabam contribuindo para causar inúmeros problemas ao portador, inclusive a alteração do aspecto da pele.

Bactérias, vírus, fungos e outros microorganismos causadores das doenças sexuais agridem a pele facilitando o aparecimento de verrugas, bolhas e feridas, segundo o prof. Dr. Luiz Jorge Fagundes, dermatologista sanitário e responsável pelo Ambulatório de DST do Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Além do elevado risco dessas manifestações na pele, o especialista revela também que a mucosa das áreas genitais também fica comprometida após a prática sexual sem proteção.

Com os variados tipos de DSTs, o surgimento da alteração da pele pode ser dessemelhante. No caso da sífilis (provocada por uma bactéria), a região genital é afetada, inicialmente, por uma ferida em forma de moldura e sem pus, conhecida como cancro duro e, no segundo estágio da doença, pode surgir manchas e feridas com crostas de sangue no local. Já a gonorréia, causada também por um agente bacteriano, pode suceder a presença de pus no canal urinário e feridas na pele.

No entanto, é no condiloma acuminado, causado pelo vírus do Human Papiloma Virus, HPV, que as lesões podem ser mais incômodas, exprimindo-se em formato de verruga na boca na área íntima e na região anal. Os homens são mais acometidos pelo problema, segundo o dermatologista sanitário, visto que a troca de parceiros é maior e seus ferimentos são expostos na parte externa do genital, diferentemente do que acontece entre as mulheres.

Controle das DSTs

Nos casos de suspeita de DST, é fundamental que o indivíduo procure tratamento profissional e descreva suas últimas experiências sexuais com ou sem o uso do preservativo e a partir de que momento as primeiras alterações na pele ou regiões íntimas surgiram. Após o relato detalhado da vida sexual do paciente, serão solicitados exames específicos das lesões e secreções, de sangue, de laboratório e testes físicos. Contudo, para um melhor resultado do diagnóstico, o Dr. Luiz Jorge Fagundes faz um alerta. "Na equipe multidisciplinar comandada por um dermatologista devem estar presentes, também, outros profissionais como ginecologistas, proctologistas, urologistas, infectologistas, clínicos gerais e pediatras, profissionais que podem auxiliar no tratamento das consequências das DSTs, e nos diversos órgãos do corpo humano".

No entanto, mesmo sabendo que algo está errado em seu corpo, muitas pessoas não buscam atendimento profissional e as consequências podem ser inimagináveis. No caso da sífilis, a negligência com a doença pode custar caro ao paciente, já que ele pode desenvolver cegueira, surdez, paralisia e chegar ao óbito. No caso das verrugas do HPV, a enfermidade atinge o útero feminino e pode causar câncer do colo do útero nas mulheres e câncer de pênis entre os homens.

Visitas periódicas ao médico é uma recomendação que deve ser levada a sério, pois nem sempre a bactéria, vírus ou fungo foi eliminado do organismo. "A maioria das DSTs apresenta cura, pois as feridas na pele, verrugas e lesões somem com o tratamento adequado. No entanto, no caso da herpes genital e do HPV, por exemplo, as lesões podem reaparecer", alerta o especialista. O acompanhamento profissional é específico para cada caso, mas, no geral, o processo de cura inclui o uso de medicamentos e consultas regulares durante e após o término do período clínico.

Ainda que as implicações decorrentes das doenças sexualmente transmissíveis sejam constantemente lembradas em campanhas de conscientização, os danos causados por elas acometem milhões de pessoas em todo o mundo. Portanto, fazer uso do preservativo durante as relações sexuais é o melhor caminho para manter uma vida saudável longe das temíveis DSTs e das várias doenças de pele.

Fonte: Bonde

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