7.1.12

Garotas de programa ganham a vida nas ruas de Angra dos Reis



Felipe de Souza
Com belezas naturais, Angra dos Reis atrai milhares de turistas, e muitas garotas de programa buscam faturar na cidade

Pela noite: Com belezas naturais, Angra dos Reis atrai milhares de turistas, e muitas garotas de programa buscam faturar na cidade

Wagner Rodriguez
Angra dos Reis

A cidade de Angra dos Reis, conhecida por suas belezas naturais, tem atraído mulheres que buscam um meio alternativo de ganhar dinheiro: vendendo o corpo nas ruas da cidade. Vindas de diversas partes do país, elas chegam a Angra com o intuito de conquistar a tão sonhada independência financeira, para poderem dar uma vida mais digna a seus familiares.

Este é o caso de uma paulista de 35 anos - que não quis se identificar -, que faz programas há cerca de 12 anos, e está na cidade há quatro meses. A mulher contou que escolheu a cidade por ser um dos destinos mais procurados por turistas.

- Escolhi a cidade pelo fato de ser um local bastante frequentado por turistas, que por consequência acabam gastando muito na cidade. Nestes quatros meses que estou aqui, me adaptei perfeitamente - disse.

A mulher revelou que faz em média três programas por dia, e que o seu ganho diário gira em torno de R$ 600.

- Minha média é de três programas por dia, porém tem períodos que fica mais complicado. O meu ganho real chega a R$ 600, nas épocas em que a clientela está boa.

Diferentemente da garota paulista, uma barramansense revelou que tem passado por dificuldades na hora de encontrar um cliente, e que por isso acaba baixando o preço dos serviços oferecidos.

- Há muito tempo que penso em sair desta vida. Tudo está difícil, às vezes não consigo clientes e acabo tendo que baixar o preço do programa. Tenho que comer, pagar a pensão em que vivo e mandar dinheiro para a minha mãe, que cuida do meu filho - falou.

Situação parecida vive uma angrense que, segundo ela, tem "matado um leão por dia" para poder ter um pouco mais de conforto.

- Não está fácil para nós que trabalhamos na rua, pois temos de cuidar de nosso corpo, e isso acaba gerando gastos. Muitos homens acham que o valor que estipulamos é muito alto, mas eles não entendem que, por trás de nós, existe uma família que precisa ser sustentada - contou.

Relacionamentos amorosos

Pelo fato de saírem com diversos homens, muitas mulheres acabam tendo um envolvimento maior do que a simples venda do corpo. Muitas, por se sentirem carentes, veem na figura do "cliente fiel" o seu porto seguro. Uma carioca de 23 anos disse que se apaixonou por um homem casado durante uma fase de sua vida em que já não tinha com quem contar.

- Passei por uma fase muito difícil em minha vida. Este homem que conheci era tudo para mim. Apesar de ser casado, eu era tratada com muito respeito por ele, mas infelizmente não conseguimos dar prosseguimento ao nosso relacionamento.

A paulista entrevistada pelo DIÁRIO DO VALE, que disse ganhar até R$ 600 por dia com programas, contou que no momento mora em uma casa alugada por um cliente que, com o passar do tempo, se transformou em seu namorado.

- Conheci um homem que montou uma casa, e ele custeia todas as minhas despesas. Ele sabe que trabalho como garota de programa, mas disse não se importar. Tenho pensado, porém, em largar esta vida e ficar com ele, até porque consegui juntar algum dinheiro durante estes 12 anos em que vendo o meu corpo - destacou.

História da prostituição

Apesar de fortemente disseminada no senso comum, a ideia de que a prostituição seja "a profissão mais antiga do mundo" não encontra qualquer fundamento histórico ou antropológico, visto que os mais antigos registros de atividades humanas revelam as mais variadas especializações como agricultura e caça - mas raramente revelam indícios de prostituição, que normalmente exige um contexto social posterior.

Ainda na Antiguidade a prostituição era praticada por meninas em muitas civilizações já desenvolvidas, como uma espécie de ritual de iniciação quando atingiam a puberdade.

No Egito antigo, na região da Mesopotâmia e na Grécia, via-se que a prática tinha uma ritualização. As prostitutas, consideradas grandes sacerdotisas (portanto sagradas), recebiam honras de verdadeiras divindades e presentes em troca de favores sexuais.

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