26.7.12

Semsa promove ações educativas para marcar o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais


Nesta sexta-feira (27), a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) promove uma série de atividades, alusivas ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, comemorado no sábado (28). A programação inclui palestras nas unidades de saúde e em escolas, além de blitz educativas, com distribuição de material informativo sobre os principais tipos da doença (A, B, C, D e E), suas formas de transmissão e medidas de prevenção recomendadas. O secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, explica que as atividades desta sexta-feira encerram uma semana de mobilização, que teve ações desenvolvidas em todos os Distritos de Saúde da capital. “As Hepatites virais têm grande importância pela possibilidade de complicações decorrentes da doença, como a cirrose ou câncer de fígado”, frisou o secretário.
As atividades educativas e de orientação têm como foco principal as Hepatites B e C, ambas consideradas como doenças sexualmente transmissíveis (embora o tipo C tenha a predominância de sua transmissão por via sanguínea). A Gerente de DST/Aids e Hepatites Virais da Semsa, médica infectologista Silvana Lima, explica que, este ano, a campanha desenvolvida pelo Ministério da Saúde, com o apoio das secretarias estaduais e municipais de Saúde, elegeu como tema: “As hepatites podem estar onde você menos espera”.
 O público-alvo da campanha são os jovens até 29 anos, adultos com mais de 40 anos e populações prioritárias (profissionais como manicures, podólogos, tatuadores, trabalhadores da saúde, entre outros). “Para os jovens a campanha pretende estimular a busca pela vacinação contra a Hepatite B, que está disponível na rede pública de saúde, e a adoção de medidas de prevenção para as formas B e C da doença, como o uso de preservativos e, no caso de usuários de drogas, o não-compartilhamento de seringas”, destaca Silvana.
A coordenadora explica que, nesta sexta-feira, como parte das atividades do dia de mobilização contra as Hepatites Virais, equipes da Semsa, da Coordenação Estadual de DST/Aids e as Organizações da Sociedade Civil :  Associação Garotos da Noite, RNP+/Amazonas, Associação Orquideas GLBT e Aliança LGBT do Amazonas, estarão, das 8h às 18h,  com um posto de realização de testagem rápida para HIV, Sífilis e Hepatite B, no UAI Shopping São José (av. Cosme Ferreira, 4.065, São José I). “Em relação ao público adulto, um dos objetivos da campanha é estimular a busca pelo diagnóstico, alertando para o fato de a doença oferecer riscos, mesmo sem sintomas aparentes”, frisa Silvana Lima.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS) esta semana apontam que há cerca de 1,5 milhão de brasileiros infectados pelo vírus da Hepatite C, que é responsável por 70% das Hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose e 60% dos cânceres primários de fígado. Da infecção até a fase da cirrose hepática, pode levar de 20 a 30 anos, em média, sem nenhum sintoma. O Boletim Epidemiológico do MS informa que, nos últimos 14 anos, a Hepatite B apresentou o maior número de casos, entre todos os outros tipos. Foram 120,3 mil notificações de 1999 a 2011. A doença atinge principalmente a faixa etária entre 20 e 39 anos.
Atividades – Entre as atividades que serão desenvolvidas nesta sexta-feira estão blitz educativas, com distribuição de folhetos, preservativos masculinos e orientação sobre postos de vacinação, na Marina do Davi e na barreira da AM-010 (das 9h às 11h); em salões de beleza do Parque 10, Vieiralves, Dom Pedro, Armando Mendes e Compensa. A Unidade de Saúde Fluvial da Semsa, que esta semana está percorrendo as comunidades ribeirinhas da calha do Rio Amazonas, o dia também será dedicado à intensificação das orientações sobre as Hepatites Virais.
Vacina – A rede pública de saúde disponibiliza a vacina contra a Hepatite B. São necessárias três doses para imunizar o indívíduo. A primeira dose deve ser tomada pelo bebê, ainda na maternidade. A segunda dose, com um mês de idade. A terceira, com seis meses de vida.
Adolescentes e jovens até 29 anos, que não foram vacinados quando criança devem tomar a vacina, também no esquema de três doses: a primeira; a segunda, 30 dias após a primeira dose; e a terceira, seis meses após a primeira dose. Pessoas inseridas  em grupos de maior vulnerabilidade à doença, devem, independentemente da idade, procurar o posto de saúde para tomar a vacina. É o caso de usuários de droga, profissionais do sexo, manincures, podólogos, profissionais de saúde, pessoas infectadas pelo vírus HIV, bombeiros, policiais, carceireiros, coletadores de lixo hospitalar e domiciliar, entre outros.  

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