22.9.13

Parada Gay de Manaus. O Colorido Deu lugar ao Cinza-Escuro...



“Festa estranha com gente esquisita, eu não estou legal” com um trecho da música Eduardo e Mônica, um sucesso da Legião Urbana, defino a 13ª. Parada do Orgulho de LGBT de Manaus.
O brilho, a purpurina e as cores deram lugar a muitas briga, o local escolhido pela coordenação não é dos melhores, a Pride deve retornar as ruas, assim como foi no seu começo.
Hoje no Centro de Convenções é muito fácil ver focos de brigas. Diga-se de passagem, que não são as Lésbicas, os gays, os bissexuais e as travestis que são adeptos de confusões ao ar livre. Muitos “galerosos” e líder de gangs estão infiltrados na Parada. Isso acaba com o brilho da festa. Rememoro os tempos da Parada quando era na Praia da Ponta Negra em que víamos famílias: pai, mãe e crianças. Ah! Era muito lindo de ver, todos celebrando o movimento e aplaudindo a passagem dos trios.
Nesta edição, os trios, em número de dois, sem cores, sem decoração, sem vida. E os clássicos das noites gays como “I Will Survive” e “It Raining Man” perderam lugar para os “batidões” que nada dizem.
Há quem diga que o dia foi escolhido erroneamente, um sábado é complicado, as tardes de domingos são mais calorosas, se é que me entende! Às 20 horas quando os trios deixaram a concentração não foi possível sentir a “vibe”, a alegria... Até sentimos falta das drags com o seu colorido, brilho e glamour...
A programação também contribui para que sejam geradas brigas. A famosa “swingueira” não é trilha sonora de LGBT e sim, de pessoas sem escrúpulos que gostam de ir a eventos públicos para agredir e garantir a mídia negativa.
“Não é parada ou desfile, propriamente. É uma grande aglomeração comemorativa e festiva dos homossexuais, com vista a aumentar sua exposição ou visibilidade e a demonstrar o ânimo para defenderem seus direitos”, e para que seja um dia de luta precisamos voltar às ruas. É lá que podemos pedir, reivindicar e ser quem somos.
Em currais – defino assim o Sambódromo, não podemos definir como Parada de Orgulho e sim, uma micareta a mais para denegrir a imagem de LGBT.
Há quem diga que este artigo seja “despeito”, infelizmente não é. É apenas uma forma de desabafar o que entristece, ao ver o circo de horrores que se tornou o maior evento massivo em prol do respeito, da dignidade e acima de tudo o orgulho que tenho em não ser gay,e, sim, ser um ser humano que tem preferências pelo mesmo sexo.
RESPEITO: NEM MAIS, NEM MENOS!
Tenho dito!


Fabrício Nunes
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